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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lendas de Yansã


Um certo rei, tinha uma filha chamada Ala. Ele queria casá-la com um príncipe poderoso. No entanto, a princesa já tinha um amante e do amante ela esperava um filho. 
Sabedor do fato, o rei resolveu matá-la. Numa barca, levou a princesa até o meio do rio, do rio onde vivia Oxum. Jogou a princesa no meio do rio, a casa de Oxum. O rei tinha um papagaio que o acompanhava sempre. O papagaio tudo presenciou.
Tempos depois, alguns pescadores viram uma caixa boiando no rio. Foram ver de perto e dentro tinha uma criança Assustaram-se com o que viram. Temerosos, abandonaram o seu achado  na margem do rio. Pelo mesmo lugar passou outra embarcação e seus ocupantes foram atraídos pelo choro da criança. Os viajantes acabaram recolhendo a criança e a levaram a presença do rei.
O rei ficou feliz com o presente e resolveu apresentar a criança  ao povo como sendo filha sua. Ele sentia falta da filha que afogara, sentia-se sozinho.
deu uma festa para apresentar a nova filha que adotara. Quando todos estavam reunidos o papagaio contou-lhes acerca  de todo o sucedido. Disse que a menina havia nascido na casa de Oxum. Portanto, deveriam devolvê-la ao rio. O rei então se deu conta de que a menina era sua neta e devolveu-a ao rio onde nascera.
A criança cresceu protegida por Oxum.Esta menina era Yansã.




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Lenda Africana - O espelho da Verdade, O espelho de Olorum -





Conta uma tradição oral de matriz africana que no princípio havia uma única verdade no mundo. 
Entre o Orun (mundo invisível, espiritual) e o Aiyê (mundo natural) existia um grande espelho. 
Assim tudo que estava no Orun, se materializava e se mostrava no Aiyê. Ou seja, tudo que estava no mundo espiritual se refletia exatamente no mundo material. 
Ninguém tinha a menor dúvida em considerar todos os acontecimentos como verdades. E todo cuidado era pouco para não se quebrar o espelho da Verdade, que ficava bem perto do Orun, e bem perto do Aiyê.
Neste tempo, vivia no Aiyê uma jovem chamava Mahura, que trabalhava muito, ajudando sua mãe. Ela passava dias inteiros a pilar inhame. 
Um dia, inadvertidamente, perdendo o controle do movimento ritmado que repetia sem parar, a mão do pilão tocou forte no espelho, que se espatifou pelo mundo. Mahura correu desesperada para se desculpar com Olorum (o Deus Supremo).Qual não foi a surpresa da jovem, quando encontrou Olorum calmamente deitado à sombra de um iroko (planta sagrada, guardiã dos terreiros). Olorum ouviu as desculpas de Mahura com toda a atenção, e declarou que, devido à quebra do espelho, a partir daquele dia não existiria mais uma verdade única.E concluiu Olorum: "De hoje em diante, quem encontrar um pedaço de espelho em qualquer parte do mundo, já pode saber que está encontrando apenas uma parte da verdade, porque o espelho, espelha sempre a imagem do lugar onde ele se encontra".

Minha nota:
E, para entendermos o real significado da vida, é necessário que possamos compreender que não há uma única verdade, não há um único pensamento, não há um único caminho, não há um único ser... E se juntarmos cada pedaço que há dentro de nós com o outro, reconstruiremos o espelho sagrado, e então Deus poderá finalmente, refletir e mostrar que apenas juntos, podemos chegar até Ele.
 



sábado, 5 de abril de 2014

Orixás - Lendas de Exú/Esú - Oferenda aos antepassados


Exu instaura o conflito entre Yemanjá, Oyá e Oxum
Um dia, foram juntas ao mercado Oyá e Oxum, esposas de Xangô, e Yemanjá, esposa de Ogum.
Exu entrou no mercado conduzindo uma cabra.
Ele viu que tudo estava em paz e decidiu plantar uma discórdia.
Aproximou-se de Yemanjá, Oyá e Oxum e disse que tinha um compromisso importante com Orunmilá.
Ele deixaria a cidade e pediu a elas que vendessem sua cabra por vinte búzios. Propôs que ficassem com a metade do lucro obtido.
Yemanjá, Oyá e Oxum concordaram e Exu partiu.
A cabra foi vendida por vinte búzios. Yemanjá, Oyá e Oxum puseram os dez búzios de Exu à parte e começaram a dividir os dez búzios que lhes cabiam. Yemanjá contou os búzios. Haviam três búzios para cada uma delas, mas sobraria um. Não era possível dividir os dez em três partes iguais. Da mesma forma Oyá e Oxum tentaram e não conseguiram dividir os búzios por igual. Aí as três começaram a discutir sobre quem ficaria com a maior parte.
Yemanjá disse: "É costume que os mais velhos fiquem com a maior porção. Portanto, eu pegarei um búzio a mais".
Oxum rejeitou a proposta de Yemanjá, afirmando que o costume era que os mais novos ficassem com a maior porção, que por isso lhe cabia.
Oyá intercedeu, dizendo que , em caso de contenda semelhante, a maior parte caberia à do meio.
As três não conseguiam resolver a discussão. Então elas chamaram um homem do mercado para dividir os búzios equitativamente entre elas. Ele pegou os búzios e colocou em três montes iguais. E sugeriu que o décimo búzio fosse dado a mais velha. Mas Oyá e Oxum, que eram a segunda mais velha e a mais nova, rejeitaram o conselho. Elas se recusaram a dar a Yemanjá a maior parte.
Pediram a outra pessoa que dividisse equitativamente os búzios. Ele os contou, mas não pôde dividi-los por igual. Propôs que a parte maior fosse dado à mais nova. Yemanjá e Oyá não concordaram.
Ainda um outro homem foi solicitado a fazer a divisão. Ele contou os búzios, fez três montes de três e pôs o búzio a mais de lado. Ele afirmou que, neste caso, o búzio extra deveria ser dado àquela que não é nem a mais velha, nem a mais nova. O búzio devia ser dado a Oyá. Mas Yemanjá e Oxum rejeitaram seu conselho. Elas se recusaram a dar o búzio extra a Oyá.
Não havia meio de resolver a divisão.
Exu voltou ao mercado para ver como estava a discussão. Ele disse: "Onde está minha parte?".
Elas deram a ele dez búzios e pediram para dividir os dez búzios delas de modo equitativo.
Exu deu três a Yemanjá, três a Oyá e três a Oxum. O décimo búzio ele segurou.
Colocou-o num buraco no chão e cobriu com terra.
Exu disse que o búzio extra era para os antepassados, conforme o costume que se seguia no Orun.
Toda vez que alguém recebe algo de bom, deve-se lembrar dos antepassados. Dá-se uma parte das colheitas, dos banquetes e dos sacrifícios aos Orixás, aos antepassados. Assim também com o dinheiro. Este é o jeito como é feito no Céu. Assim também na terra deve ser.
Quando qualquer coisa vem para alguém, este deve-se dividi-la com os antepassados. "Lembrai que não deve haver disputa pelos búzios."
Yemanjá, Oyá e Oxum reconheceram que Exu estava certo. E concordaram em aceitar três búzios cada.
Todos os que souberam do ocorrido no mercado de Oió passaram a ser mais cuidadosos com relação aos antepassados, a eles destinando sempre uma parte importante do que ganham com os frutos do trabalho e com os presentes da fortuna.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lendas dos Orixás - Exu, Oxum e o segredo da advinhação


 Conta-nos uma lenda, que Òsùn queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação. Para isso, foi procurar Èsù, para aprender os princípios de tal dom.
Èsù, muito matreiro, disse a Òsùn que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas era necessário Òsùn ficar sob os domínios de Èsù durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo.
Em troca, ele a ensinaria.
E, assim foi feito.
Durante sete anos, Òsùn foi aprendendo a arte da adivinhação que Èsù lhe ensinava e conosequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Èsù.
Findando os sete anos, Òsùn e Èsù, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Òsùn resolveu ficar em companhia desse Òrisà.
Em um belo dia, Sàngó que passava pelas propriedades de Èsù, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Òsùn. 
Foi-se a tal ponto que Sàngó, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó .
Òsùn rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Èsù.
Sàngó então irado e contradito, sequestrou Òsùn e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo.
Èsù, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência.
Chegando nas terras de Sàngó, Èsù foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Òsùn, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.
Èsù, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Òsùn desvencilhar-se dos dominíos de Sàngó.

 Èsù, através da magia, pôde fazer
chegar às mãos de sua companheira, a tal poção.
Òsùn tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada,
que voôu e pode então retornar à casa de Esù. 


sábado, 29 de março de 2014

Orixás de Umbanda/Candomblé - \Sobre/

Olorum/Olodumarè

 
O Senhor do Universo, da criação, da sabedoria. Senhor de tudo e de todos, o dono dos mistérios da vida e da morte. A bondade, a perseverança, a fé, a humildade, a caridade, o amor.



Oxalá/Osalá

  
Trono Masculino da Fé
Sincretismo: Jesus
Cor: Branco
Símbolo: Estrela de 5 pontas, a Cruz
Pontos da Natureza: Praias desertas, colinas descampadas, campos, montanhas, etc…
Flores: Lírios brancos e todas as flores que sejam dessa cor
Elemento: Ar
Saudação: Exêe, Epa Babá

 

Oyá

Trono Feminino da Fé
 Sincretismo: Santa Clara
Cor: Fumê, prateado, azul-escuro e preto e branco
Símbolo: Aspiral
Pontos da Natureza: Campo aberto no tempo
Flores: Flores do campo
Elemento: Ar
Saudação: Olha o tempo, minha mãe!


Oxósse/Osósse


Trono Masculino do Conhecimento
Sincretismo: São Gerônimo
Cor: Verde
Símbolo: Arco e flecha, penas
Pontos da Natureza: Matas
Flores: Plantas, ervas, flores
Elemento: Ar, vegetal
Saudação: Okê Arò



Obá

Trono Feminino do Conhecimento
Sincretismo: Joana D'arc
Cor: Magenta, vermelho e branco
Símbolo:  Espada, arco e flecha e escudo de cobre
Pontos da Natureza: A pororoca, rios de águas revoltas, beira da mata
Flores: rosas brancas, flores do campo, amor perfeito, rosas e palmas vermelhas
Elemento: Fogo
Saudação: Akirôo Obá Yê



Oxum/Osún


Trono Feminino do Amor
Sincretismo: Nossa Senhora Da Aparecida
Cor: Azul- Escuro, Rosa e Amarelo
Símbolo: Coração, cachoeira e abebé (espelho)
Pontos da Natureza: Cachoeira e rios
Flores: Lírio, rosa amarela.
Elemento: Água

Saudação: Ora yêyê ô
 
 
Oxumaré/Osúmarè

Trono Masculino do Amor
 Sincretismo: São Bartolomeu
Cor: as 7 cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul claro, índigo e violeta
Símbolo: Serpente, Arco-Íris.
Pontos da Natureza: cachoeiras ou rios com correntezas fortes
Flores: Flor do campo coloridas, hortência

Elemento: Água
Saudação: Arrobobô

 

 Xangô/Sangò
 

 Trono Masculino da Justiça
Sincretismo: São Jerônimo
Cor: Marrom, branco e vermelho
Símbolo: Machado
Pontos da Natureza: Pedreira
Flores: Cravos Vermelhos e brancos
Elemento: Fogo
Saudação: Kawô Kabeciele




Egunitá

Trono Feminino da Justiça
Sincretismo: Santa Sara Kali
Cor: Laranja
Símbolo: Espada, raio
Pontos da Natureza: Campo aberto, pedreira
Flores: Flores do campo laranjas, lírios laranjas
Elemento: Fogo
Saudação: Kali Yê!



Yansã

Trono Feminino da Lei
 Sincretismo: Santa Bárbara
Cor: Amarelo e vermelho
Símbolo: Raio, chifre de búfalo, adaga de cobre, Espada
Pontos da Natureza: Pedreiras e caminhos
Flores: Palmas amarelas, vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, tulipas
Elemento: Ar
Saudação: Eparrey!

 

 

Ogum

Trono Masculino da Lei
Sincretismo: São Jorge
Cor: Vermelho, azul, prata
Símbolo: Espada e escudo
Pontos da Natureza: Caminhos, campos, estradas
Flores: Cravo vermelho
Elemento: Ar
Saudação: Ogum Yê, Patacori Ogum!

 


Yemanjá/Yemonjá

 Trono Feminino da Geração e da Vida
Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes
Cor: Azul celeste, cristal, branco
Símbolo: Lua, ondas, peixes
Pontos da Natureza: Mar
Flores: Flores brancas,
Elemento: Água
Saudação: Odo iyá, Óh doce Yabá

 


Omulu

Trono Masculino da Geração
 Sincretismo: São Roque
Cor: Roxo, o branco, o preto e o vermelho juntos e o branco e o preto
Símbolo: O cruzeiro do cemitério, a foice, a terra; as pipocas; a palha da costa.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, porta dos cemitérios, pântanos.
Flores: Crisântemos

Elemento: Terra
Saudação: Atotô



Nanã Burukù/Nanã Burukê

Trono Feminino da Evolução
 Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Cor: Lilás
Símbolo: Chuva
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas

Elemento: Água
Saudação: Saluba Nanã

 

Obaluayê/Obaluayè


Trono Masculino da Evolução
 Sincretismo: São Lázaro
Cor: Preto e branco
Símbolo:  O cruzeiro, a cruz e a palha da costa.
Pontos da Natureza: O cemitério (a calunga pequena) e o mar (a calunga grande)
Flores: Crisântemos (de cor branca e ou lilás), violetas, flores do campo e margaridas
Elemento: Terra
Saudação: Atôtô (Significa “Silêncio, Respeito”)