Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de março de 2014

Histórias Espíritas - Chico Xavier

 
O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso: 
- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me: "- Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual, estou-me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer à você."
- Mas a senhora vai me abandonar? 
- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela.

Ela contou-me que também precisa voltar à terra, então eu lhe disse: "- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações. 
Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele, se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas,  para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha?
 Abraçamo-nos e choramos muito.  Quando me despedi dela, perguntei-lhe:
- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe? 
Ela me disse: 
- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano. 
- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano. 
A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:
"- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000. "
- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente? 
- São os sacrifícios do amor. Até um dia meu filho. 
Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar. 

Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Povo da esquerda - O Guardião da esquerda Senhor Exú Caveira




Sou Exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho  e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.Fui senhor de um povoado que habitava a beira do grande rio sagrado.Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos.
Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificado, para acalmar o deus da tempestade.
Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre minha futura família, até porque se tratava do meu primeiro filho.
Mas todo o meu esforço foi em vão.
Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios.
Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para conte-lo.
Simplesmente e enquanto houve vida em mim, eu matei um por um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.
Passei a não crer mais em deuses, pois o sacrifício foi inútil.
Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, tamanha foi a fúria da tempestade.
Derrepente o que era rio virou areia e o que areia virou rio.
Mas meu ódio persistia.
Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue.
Sem perceber estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange a fim de me ver morto também.
O sacerdote era o líder.
Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo.
Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos às depravações com todas as mulheres que capturávamos.
Foi uma aventura horrível.
Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter.
Se eu não podia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter.
Entreguei-me a outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres.
As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade.
Nosso rastro era de ódio e destruição completas.
Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns dos mais interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina ou religião.
Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o faraó.
Foi decretada então a minha morte.
Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco.
Parti para o inferno.
Mas não falo do inferno ao qual os leitores estão acostumados a ouvir nas lendas das religiões efêmeras que pregam por aí.
O inferno a que me refiro é o inferno da própria consciência.
Este sim é implacável.
Vendo meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo.
Mas o sangue que jorrava me fez recordar-me de todas as minhas atrocidades.
Olhei todo o espaço ao meu redor e tudo o que vi foram pessoas mortas.
Tudo se transformou derrepente.
Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam.
Naquele êxtase, cai derrotado.
Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.
Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda mais cruel.
Minha consciência se fechou em si mesma.
O medo se apossou de mim, já não era mais eu, mas sim o peso de meus erros que me condenava.
Nada eu podia fazer.
As gargalhadas vinham de fora e atingiam meus sentidos bem lá no fundo.
O medo aumentava e eu chorava cada vez mais.
Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido.
Onde estava o amor com que eu construí meu povoado?
Onde estavam meus companheiros?
Minha querida esposa?
Todos me abandonaram.
Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes.
Reduzi-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nesta escuridão é que pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível.
Recordar de tudo isto hoje já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste de minha vida espiritual.
Por longos anos eu vaguei nesta imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças.
Já não havia mais suspiro, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim nada que se pudesse sentir.
Fui esgotado até a última gota de sangue, tornei-me um verme.
E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar.
Eis que então, depois de muito clamar, surgiu um alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavaleiro que o montava assemelhava-se a um guerreiro, não menos cruel do que fui.
Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra.
Ali me alimentaram e cuidaram de mim com desvelo incompreensível.
Será que ouviram meus apelos?
Perguntava-me intimamente.
Sim claro, senão ainda estaria lá naquele inferno, respondia-me a mim mesmo.
“– Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu.”-
Disse uma voz vinda não sei de onde.
O que eu não compreendi foi como ele havia me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.
Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu corpo se refez e eu pude levantar-me novamente.
Apresentou-se então o meu salvador.
Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravado de rubis flamejantes.
Seu porte era enorme. Longa capa negra lhe cobria o dorso, mas eu não consegui ver seu rosto.
Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, porque aqui todos somos iguais.
Disse o homem em tom severo.
Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.
- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo.
Deves me obedecer se não quiser retornar àquele antro de loucos que estavas.
Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida.
Desobedeça e sofrerás o castigo merecido.
- Posso saber seu nome, nobre senhor?
- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora cale-se, vamos ao nosso primeiro trabalho.
- Esta bem.
Segui o homem.
Ele a cavalo e eu corria atrás dele, como um serviçal.
Vagamos por aqueles lugares sujos e realizamos várias tarefas juntos.
Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo.
Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo.
As várias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho.
Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores.
Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria.
Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então que numa assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu.
Nela eu me apresentei ao Senhor Omulu, assumindo as responsabilidades que todo Exu deve assumir se quiser ser exu.
- Amor a Deus e às suas leis;
- Amor à criação do Pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer às regras do embaixo, assim como as do encima;
E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas têm para todos os Exus.
A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia.
Mas logo surgiu-me a necessidade de ter minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número.
Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembram-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse.
Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu e com O Senhor Ogum – Megê e pedi que intercedessem para que eu pudesse ser o guardião de meu antigo algoz.
Meu pedido foi atendido.
Se eu fosse bem sucedido poderia ter a minha falange.
Assim assumi a esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá, em substituição ao seu pai de sangue.
A filha do babalawo era minha ex-esposa e estava prometida ao seu antigo algoz.
Assim se desenvolveu a trama que pôs fim às nossas diferenças.
Minha ex-mulher deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado.
Muito trabalho eu tive naquela aldeia.
Até que as invasões e as capturas e o comércio de negros para o ocidente se fizeram.
Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.
Mas meu protegido já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados.
Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.
Depois de muito tempo uma ordem veio do em cima: “Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova religião iria nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual é diferente do tempo material."
Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado.
Até que a Sagrada Umbanda foi inaugurada.
Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu e então pude assumir meu trono, meu grau e meus degraus.
Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje já está no encima, feito meritoriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.
Hoje, aqui de meu trono no embaixo, comando a falange dos Exus Caveira e somente após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho e notei que ela é igual à de meu tutor querido o Grande Senhor Exu Tatá Caveira, ao qual devo muito respeito e carinho.
Não confundam Exu Caveira, com Exu Tatá Caveira, os trabalhos são semelhantes, mas os mistérios são diferentes. Tatá Caveira trabalha nos sete campos da fé; Exu caveira trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar à geração de outras vidas, mas não se esqueçam que há sete mistérios dentro da geração, principalmente a Lei Maior, que comanda todos os mistérios de qualquer Exu.
Onde há infidelidade ou desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas do Grande Lúcifer, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei.
Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios.
De qualquer maneira, o amor impera, sim o amor, e por que Exu não pode falar de amor?
Ora se foi pelo amor que todo Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho.
Este é o meu mistério.
Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua religião e ofereça velas pretas, vermelhas e roxas, farofa de pinga com miúdos de boi.
Acenda de um a sete charutos, sempre em números ímpares e aguardente.
De acordo com o número de velas, se acender sete velas, assente sete copos e sete charutos, assim por diante. Agrupe sempre as velas da mesma cor juntas e forme um triângulo com o vórtice voltado para si, as velas roxas no vórtice, as pretas à esquerda e as vermelhas à direita, simbolizando a sua fidelidade e companheirismo para conosco, pois Exu Caveira abomina traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim e todos os que praticam tal ato é então condenado a viver sob as hostes severas de meu mistério.
Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis aos seus médiuns e àqueles que nos procuram.
A falange de Exus Caveira pertence à falange do Grande Tatá Caveira, que é o pai de todos os Exus assentados à esquerda do Divino Omulu, os demais não posso citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas.
Um último detalhe a ser revelado é que todos os que têm Exu Caveira como Exu de trabalho ou protetor, é porque em algum momento do passado, pecaram contra a criação ou à geração e ambos, protetor e protegido tem alguma correlação com estes atos errôneos de vidas anteriores.
Tenham certeza, se seguirem corretamente as orientações, com trabalho e disciplina, o mesmo que sucedeu com meu antigo e grande sumo sacerdote, sucederá com vocês também, porque este é o nosso desejo.

Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.
Que o Divino Pai maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior e a Justiça Divina lhes dêem as bênçãos de dias melhores.
Com carinho
Senhor Exu Caveira.





sexta-feira, 14 de março de 2014

Histórias - O poder das palavras


Sempre num lugar onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

-Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.  

Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?

- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí pra frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição, contou ele: 

- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que  dizia: "- Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!" As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:"- Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero." Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:"- Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará.Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter ironicamente questionou:

- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor: 

- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sobre mediunidade...

***

“Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações. As principais são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, auditivos, falantes, videntes, sonâmbulos, curadores, pneumatógrafos, escreventes ou psicógrafos. (“Cap. 14, item 159, Livro dos Médiuns).”

***

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tú és unicamente responsável por aquilo que cativas



***

E, atualmente, vivemos em um mundo louco e carente.Louco sim, pois o ser humano se encontra totalmente perdido, cada vez mais fora de si, não pensa sozinho, desconhece sua natureza e se perde em meio à sua ignorância e infelicidade, se desvencilha cada vez mais do seu real propósito: Evolução e a descoberta do ser.

Estamos carentes de dar e receber,  amor, carinho, respeito, sinceridade, educação, empatia e humanidade.

Para muitos que se perguntam " O que estou fazendo aqui?", é realmente um tormento; angustiante sermos deixados de lado, sentir-se um peixe fora d'água.

Não se encaixar nesta sociedade vil e hipócrita e mesmo assim, sua natureza não ser corrompida pela imundice mundana, mesmo em meio a negatividade, que cada vez mais se torna insuportável, pode se considerar uma vitória sua, um passo para o progresso.

Buscamos cada vez mais nos distanciar de tudo que nos afeta maleficamente, buscamos um caminho de luz e prosperidade,  partindo rumo ao conhecimento,  tentando encontrar pessoas que se assemelham à nós, que possam nos dar a oportunidade de sermos melhores, e que nos deixe cumprir nosso papel para com a sociedade.É muito difícil e lamentável ser uma pessoa extremamente sensível e ter sede por evolução. Fincados, obrigatoriamente na terra, tentam violar nosso mental, enlaçam nossas pernas com as correntes da ignorância, chicoteiam nossas faces com falsos moralismos e falsas pregações.

Me pergunto sempre por onde começar, mas eu não sei.

Quando dar o primeiro passo,  e me libertar e ser diferente dos demais, bom, diferente já sou.

O meu espírito anseia pela liberdade de ser, a melhor que eu possa ser, mas ao que parece, nada e nem ninguém,  é confiável. Porém devemos continuar nossa caminhada, na esperança de encontrar neste mundo, absurdamente grande, o nosso espaço e nos encaixarmos em toda esta diversidade.

Generealizamos tudo e todos, injustamente e infelizmente, por medo de que nosso jardim florido, que tanto cultivamos com muito esmero, seja destroçado pela frieza e crueldade desta sociedade intrometida e insensível. Nos desvencilhamos desta crueldade e entramos na solidão.

Não se necessita de alguém para ser feliz, mas não somos autosuficientes.

Estranho, mas o sentido da vida é sermos corajosos o suficientes para enfrentarmos o mundo lá fora, darmos nossa cara à tapa e preservamos nossos sentimentos, que por vezes são traidos de qualquer maneira, mas faz parte o sofrimento para o fortalecimento do espirito.

A estrada da vida é cheia de barrancos, pedras no caminho, espinhos por todos os lados, mas sempre haverá uma brisa fresca, quando estiver cansado, saiba buscar o frescor desta caminhada e no final, haverá uma bela fonte, pássaros cantarolando e o melhor de tudo, ninguém poderá tirar a sua vitória e nem conseguirá forças para destroçar a pessoa da qual você se tornou.

Abaixo algumas dicas interessantes para trabalhar o mental, que me esforço constantemente pra fazer.

Tem dias que a vida brinca, e te faz jogar tudo pro alto, mas vale para começarmos a mudar conceitos, limpando e energizando pensamento com boas dicas, e então, não perdermos, por culpa de nossas falhas e medos,  as futuras vitórias que a vida nos retornará, e nos dando um real sentido para viver neste planeta.

Muitos dos nossos preconceitos, manias e teimosias, são responsabilidades nossas, somos responsáveis por tudo que nos afeta, seja bom ou ruim, e é a partir daqui que daremos um novo rumo ao nosso destino.

Sempre tento ver o lado bom das coisas e das pessoas, sempre me decepcionando com elas, tento dormir em meio às lágrimas, tentando acreditar num dia melhor, com cheiro de terra fresca, orvalhos brilhando ao nascer do sol, fazendo nossa alma se ofuscar com tamanha beleza e leveza do cheiro das rosas brancas, em um belo amanhecer...

_______________xxx________________


1. FUJA DA NEGATIVIDADE:

*Não assista programas negativos de televisão, nem filmes violentos os quais nos deixam de estado alterado, ou com medo, com raiva, mas ou emotivamente ligados à estas histórias. 
*Evite pessoas negativas, não interaja com elas, deixa-as falando sozinha e só observe. 
*Não fale, não influencie. Isso é um ótimo treino para paciência e tolerância, como também para evitar a negatividade dessas pessoas. 


2. OCUPE A MENTE:

*Faça uma atividade física para fazer o organismo ficar mais forte. 
Pode ser qualquer coisa, caminhadas,  alongamentos, correr, natação, musculação ou artes marciais. Pode-se associar a isto tudo uma série de Alongamentos da Yoga, tai chi, chi kung ou qualquer outro exercício relaxante;
*Leia, busque conhecer, tenha a cabeça aberta para as diversidades, seja receptivo às novas informações e saiba pesá-las sem preconceito ou ignorância. 
*Faça coisas que goste de fazer, pinte, borde, desenhe, escreva, qualquer coisa positiva eque te ffaça feliz!


"Ninguém pode voltar e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
CHICO XAVIER  

***


sábado, 1 de fevereiro de 2014

O primeiro passo...


"Uma história é capaz de iluminar nossa relação com os outros, de fortalecer nossa compaixão, de transformar o olhar com que contemplamos os nossos semelhantes, confirmando a crença de que "estamos todos juntos na tarefa de viver..."

Ruth Stotter

Pensamentos da autora

Sou uma pessoa que pensa constantemente, não há descanso, seja um só dia ou uma só noite... 
É acordada, é dormindo, mas penso comigo, penso pra mim, penso com a minha própria cabeça.
E por ser desta maneira, não sei se é um benefício, ou uma crueldade para com meu ser, por olhar em volta e ver que não me encaixo em nenhum grupo social. Estou só, não. Estou comigo mesma, ainda bem! 
Mas mesmo assim, para uma pessoa como eu, que padece com este tipo de sociedade dependente do pensamento alheio (que na maioria é ruim), tento de todas as maneiras não ficar (mais) transtornada, busco ler, aprender, conhecer coisas... 
[...] Pessoas, em forma de histórias que leio por aí, num simples livro, ou num simples texto postado na internet, mas não é qualquer texto, tem que ter conteúdo e algo que me ensine o caminho, para tentar ser melhor, em meio à bagunça social.
Criei este refúgio, que espero que não seja solitário. Que eu possa juntar, todas as histórias possíveis e possa publicá-las para ocupar meu tempo, minha cabeça, meu espírito e quem sabe ajudar à quem precisa de ajuda.
***