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domingo, 8 de junho de 2014

Histórias - Boneca, a cachorrinha do Chico Xavier


Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele e fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse. O Chico então dizia: 
Ah Boneca, estou com muitas pulgas!
Imediatamente, ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. 
A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem contudo, desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo. 
- Ah Boneca, estou cheio de pulgas! disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: 
- “Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!”
Emocionados, perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu:
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É, Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chakras na Umbanda




Os Chakras são canais receptores e transmissores de energia vital (Fluido Universal).
São centros vitais para a saúde física,  mental, emocional e espiritual de todo ser humano.
Chakra vem do sânscrito,  que significa "Roda".
Estes, lembram funis, que giram em determinadas partes do corpo físico, que se estendem para fora do corpo.
Os Chakras se formam no plano elemental da vida, ficando mais visíveis na fase adulta.
Um recém-nascido não tem todos os Chakras formados, ocorre no decorrer do crescimento e os idosos, vão perdendo aos poucos esta vitalidade.
Após a morte, os Chakras diluem-se e se misturam na energia do Universo, voltando ao ponto de origem.


"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma..."

Ligado ao corpo físico,  os Chakras se localizam em determinadas glândulas endócrinas,  fazendo com que os órgãos funcionem corretamente.
São 7 Chakras maiores, 21 menores e outros minúsculos.

São os Chakras superiores: Coronária (localizado no topo da cabeça), frontal (entre os olhos, na testa) e laríngeo (garganta). Estes são os principais.

São os Chakras inferiores: Esplênico (Ao lado esquerdo do corpo, acima do baço), Umbilical (Na altura do umbigo) e básico (localizado na área dos órgãos sexuais).

O Chakra cardíaco (localizado no meio do peito, mais próximo ao coração), fica entre o Chakra superior e inferior, ligando-os e fazendo também,  a conexão céu/terra, vida/morte, matéria/espírito. 

Todos são importantes, tanto para a evolução do espírito, quanto para a manutenção do mesmo.
Conforme o desenvolvimento da espiritualidade, a pessoa gera mudanças (boas ou ruins) no funcionamento. 
Os Chakras superiores se estendem aos inferiores,  despertando a intuição,  também a clarividência e clariaudição. Mudando a frequência vibratória,  cessam-se os vícios ruins.
Nosso estado físico,  emocional, mental e espiritual,  influenciam no bom funcionamento dos Chakras.
Os guias espirituais, ao dar passes, fixam-se nestes campos, a fim de atuar diretamente nestas áreas mais precárias, identificando a desarmonia (a partir da cor que os Chakras irradiam), para a limpeza, reequilíbrio,  restabelecendo a saúde energética, consequentemente melhorando o mental, físico e o emocional do "paciente".
Quando estão em equilíbrio,  os Chakras alinhadamente trabalham, apresentando uma cor forte, brilhante e funcionam no sentido horário. 
Quando desarmonizados, trabalham no sentido anti - horário,  retendo negatividades que podem influenciar na vida desta pessoa.
Pensamentos negativos, geram bloqueios e desequilíbrio nos Chakras e na aura.
Os positivos, estimulam os centros de energia, trazendo de volta, a saúde, energia e a vitalidade. 
Pensamentos e emoções,  atraem energias semelhantes.


Nosso bem estar, saúde,  espiritual, mental, emocional e física,  depende, única e exclusivamente de nós mesmos. O equilíbrio, a paz e as respostas estão naquilo que buscamos para a nossa vida, dentro de nós mesmos.





*******

Chakra Coronário
  • Eu entendo
Orixá Regente: Oxalá e Oyá
Cor: Violeta
Campo:


A fé, é a base necessária para se viver. Sem fé,  nada se faz.



Chakra Frontal
  • Eu vejo
Orixá Regente: Oxosse e Obá
Cor: Azul escuro ou Cobalto
Campo: Conhecimento


A expansão pelo aprendizado, em todos os aspectos, e sua aplicação positiva em proveito próprio ou para outros.




Chakra Laríngeo
  • Eu falo
Orixá Regente: Yansã e Ogum
Cor: Azul claro
Campo: Ordem


Ordenação,  segurança, posicionamento, perante ao meio em que se vive, a partir da palavra.



Chakra Cardíaco
  • Eu amo
Orixá Regente: Oxum e Oxumaré
Cor: Verde
Campo: Amor


Desperta sentimentos de amor, harmonia, conciliação, perdão,  compaixão, fraternidade.




Chakra Esplênico
  • Eu faço
Orixá Regente: Obaluayê e Nanã
Cor:  Amarelo
Campo: Evolução


Transmutação, cura espiritual, emocional, física, retificação de rumos, evolução do ser, em todos os aspectos.




Chakra Umbilical
  • Eu sinto
Orixá Regente: Xangô e Egunitá 
Cor: Laranja
Campo: Justiça


Desperta senso de justiça e razão equilibrada. 




Chakra Básico
  • Eu sou
Orixá Regente: Yemanjá e Omulu
Cor: Vermelho
Campo: Geração


Criatividade, geração de idéias, geração da saúde,  em todos os sentidos. Multiplicação e renovação.





Além de cada Orixá Regente,  recebemos também, energia dos demais Orixás, complementando nossas forças para a nossa evolução. 
Vale acrescentar que em cada um dos 7 Chakras,  recebemos as 7 vibrações. 
Os regentes de cada Chakra não mudam, mas sim a posição de cada um, em cada Chakra e em cada encarnação.  Isso depende de nossas necessidades e faz parte da evolução e aprendizado nesta vida. 
Lembrando que: 


"Somos todos filhos de todos os Orixás".


segunda-feira, 31 de março de 2014

Histórias Espíritas - Chico Xavier

 
O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso: 
- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me: "- Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual, estou-me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer à você."
- Mas a senhora vai me abandonar? 
- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela.

Ela contou-me que também precisa voltar à terra, então eu lhe disse: "- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações. 
Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele, se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas,  para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha?
 Abraçamo-nos e choramos muito.  Quando me despedi dela, perguntei-lhe:
- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe? 
Ela me disse: 
- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano. 
- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano. 
A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:
"- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000. "
- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente? 
- São os sacrifícios do amor. Até um dia meu filho. 
Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar. 

Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A lenda do peixinho vermelho



 ***
No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa.
Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:
- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"
Optou pela mudança.
Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.
Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.
Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.
Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.
O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?
Não hesitou.
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.
Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.
Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.
Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.
Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.
Ninguém acreditou nele.
Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:
- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.
Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.
As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...
____________________________________
Retirado do prefácio do livro "LIBERTAÇÃO", de André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Edição
FEB

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Abraços Grátis



 ***
 na praça movimentada de um grande centro urbano, por onde circulam milhares de pessoas diariamente, eis que uma pessoa solitária estende um cartaz que diz: Abraços grátis.
Possivelmente já tenhamos visto alguns vídeos que circulam pela Internet, mostrando cenas muito interessantes e emocionantes envolvendo os heróis dos free hugs, dos abraços grátis.
Segundo o site free hugs movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestação coletiva aconteceu em 1986, quando o reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o Dia nacional do abraço, celebrado todo ano, em 21 de Janeiro.
Posteriormente, a esse movimento aderiram outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao movimento Abraços grátis, após a morte de sua mãe.
- Um dia, que começou em completa tristeza, terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela. - Disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha.

Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes.

Que mundo maravilhoso poderíamos ter se fôssemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos.

Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia, ao sul de Miami, com o cartaz escrito Abraços grátis.
O vídeo original do Abraços grátis já tem mais de dez milhões de visualizações.

Cada pessoa que passa, reage de forma diversa. Há os que rejeitam. Mas os que cedem ao convite simpático, saem com um sorriso no rosto.

Há muito mais ali do que o simples ato de abraçar um estranho. Há a doação daquele que se coloca à disposição dos outros para um pequeno gesto de carinho.

Imaginamos que nem todos trazem boas vibrações, energias positivas, em seus abraços, pois cada um vem de uma realidade diferente e, muitas vezes, essa realidade é dura e triste.

Porém, acabam levando um pequeno mimo, um pequeno consolo, uma breve mensagem que diz: Eu me importo com você.
Há também o processo psicológico de se romper com a barreira do afastamento físico, pois muitos trazem bloqueios nas expressões de carinho mais simples e não aprenderam, sequer, a dar um abraço.

Nas cenas, vemos os mais diferentes tipos de abraços possíveis: de lado, de longe, com medo, quase sem tocar o outro.

É uma verdadeira sessão de psicoterapia, descomprometida, ao ar livre, de onde todos saem melhor.

A frase encontrada no cabeçalho do site oficial do movimento resume tudo: "Às vezes, um abraço é tudo o de que precisamos."
Talvez, muitos de nós não nos sintamos à vontade para abraçar estranhos.

Mas, cabe uma reflexão: Será que estamos abraçando os nossos suficientemente? Os mais próximos, os nossos amores?
Será que, por vermos nossos pais, filhos, esposos e amigos, constantemente, não estamos deixando de lado os abraços?

Respondamos, por fim, a esta pergunta: Quantos abraços já demos hoje?

Redação do Momento Espírita inspirado na campanha do site:
***

Gosto dessa definição: "Abraço é o encontro de dois corações." - Cazuza

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A criação do mundo

No começo o mundo era formado somente por pântanos e água. 
Os Orixás todos moravam no céu e só desciam de vez em quando para correr e se divertir nas águas. Olorum chamou então Oxalá e disse-lhe que gostaria de criar terra firme no mundo que afinal não tinha graça nenhuma era uma imensidão de água e nada mais. Confiou-lhe então essa tarefa, já que ele era o seu primogênito. 
Para a execução do feito, cedeu a Oxalá um pombo, uma galinha com pés de cinco dedos e uma concha de terra. 
Ao chegar ao pântano, Oxalá depositou a concha e soltou o pombo e a galinha sobre a terra que imediatamente começaram a ciscar e espalhá-la por todo o espaço. Em pouco tempo o barro transformou-se em solo e cobriu grande parte das águas.Oxalá, voltando ao céu, apresentou-se a Olorum e transmitiu-lhe o sucesso da empreitada. Este enviou um camaleão para ver se tudo estava a contento. Estava. 
A terra já era firme e poderia viver-se com segurança em sua superfície. Esse local foi chamado de Ifé que quer dizer ampla morada. Olorum então ordenou que seu filho descesse e plantasse árvores, o que ele fez com presteza. Logo vieram as chuvas para regá-las, e assim, em quatro dias, foi criado o Ifé e tudo que nele existe. Olorum deu ainda a Oxalá a honra de modelar o homem e a mulher feitos do barro do pântano. Quando modelados, levou-os até Olorum que, soprando seu hálito divino, deu-lhes vida. O mundo então se completara e todos louvaram e deram graças a Olorum e a Oxalá. 
O homem, então, povoou a terra e passou a dar oferenda a todos os Orixás que eram os senhores de cada segredo e cada mistério e, como sempre eram lembrados, nada deixavam faltar aos homens. 
Em certa ocasião, porém, os habitantes de Ifé perceberam que eram imortais, logo, não tinham que dar oferenda nenhuma a Orixá nenhum, pois também eram deuses e essa falsa ilusão os deixou felizes e com enorme sentimento de liberdade, agora poderiam fazer de tudo, nada para eles era proibido, comparavam-se aos deuses e festejavam com alegria a grande descoberta.
Oxalá ficou muito magoado e deprimido com tais desmandos de seus filhos, abandonou a terra e foi morar no espaço sagrado junto com todos os Orixás. 
Lá chegando, pensou, pensou e chegou à conclusão que os homens tinham que ser castigados, assim aprenderiam que não podiam se comparar aos orixás. Então criou Icu, a morte, e deu-lhe a tarefa de fazer morrer a todos. 
Somente impôs uma condição: a morte pode levar qualquer um, sem exceção, mas a hora quem decide é Olorum. Icu mata, mas o mistério existente em torno do momento final pertence, exclusivamente, a Olorum.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sobre mediunidade...

***

“Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações. As principais são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, auditivos, falantes, videntes, sonâmbulos, curadores, pneumatógrafos, escreventes ou psicógrafos. (“Cap. 14, item 159, Livro dos Médiuns).”

***

 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O Senhor Palha

Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica. Papa Francisco

Frases de GENEROSIDADE

 Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica.

Papa Francisco

 
Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica. Papa Francisco Frases de GENEROSIDADE

Conto japonês

Era uma vez, há muitos e muitos anos, é claro, porque as melhores histórias passam-se sempre há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. Para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Ora o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha para comer e era magrinho como um fiapo de palha. Era por esse motivo que as pessoas lhe chamavam Senhor Palha.

Todos os dias o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna que melhorasse a sua sorte, mas nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar:

— A primeira coisa em que tocares quando saíres do templo há- de trazer-te uma grande fortuna.

O Senhor Palha apanhou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e que o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu a pensar: “Terei sonhado ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?” Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte. Mas, na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu por terra. Ao levantar-se, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fio de palha.

“Bom”, pensou ele, “uma palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu o apanhasse, é melhor guardá-lo.”

E lá foi ele, com a palha na mão.

Pouco depois, apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou afastá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele. “Muito bem”, pensou ele. “Se não queres ir embora, fica comigo.” Apanhou a libélula e amarrou-lhe o fio de palha à cauda. Ficou a parecer um pequeno papagaio (de papel), e ele continuou a descer a rua com a libélula presa à palha. Encontrou a seguir uma florista, que ia a caminho do mercado com o filho pequenino, para vender as suas flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, coberto de suor, e a poeira fazia-o chorar. Mas quando viu a libélula a zumbir amarrada ao fio de palha, o seu pequeno rosto animou-se.

— Mãe, dás-me uma libélula? — pediu. — Por favor!

“Bem”, pensou o Senhor Palha, “a Deusa da Fortuna disse-me que a palha traria sorte. Mas este garotinho está tão cansado, tão suado, que ficará certamente mais feliz com um pequeno presente.” E deu ao menino a libélula presa à palha.

— É muita bondade sua — disse a florista. — Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. Aceita?

O Senhor Palha agradeceu e continuou o seu caminho, levando a rosa. Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num tronco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que tinha acontecido.

— Hoje à noite, vou pedir a minha namorada em casamento — queixou-se o rapaz. — Mas sou tão pobre que não tenho nada para lhe oferecer.

— Bem, eu também sou pobre — disse o Senhor Palha. — Não tenho nada de valor mas, se quiser dar-lhe esta rosa ela é sua.

O rosto do rapaz abriu-se num sorriso ao ver a esplêndida rosa.

— Fique com estas três laranjas, por favor — disse o jovem. — É só o que posso dar-lhe em troca.

O Senhor Palha continuou a andar, levando três suculentas laranjas. Em seguida, encontrou um vendedor ambulante a puxar uma pequena carroça.

— Pode ajudar-me? — disse o vendedor ambulante, exausto. — Tenho puxado esta carroça durante todo o dia e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.

— Acho que não há nenhum poço por aqui — disse o Senhor Palha. — Mas, se quiser, pode chupar estas três laranjas.

O vendedor ambulante ficou tão grato que pegou num rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:

— O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.

E, uma vez mais, o Senhor Palha continuou o seu caminho, com o rolo de seda debaixo do braço.

Não tinha dado dez passos quando viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas a sua expressão alegrou-se ao ver o Senhor Palha.

— Onde arranjou essa seda? — gritou ela. — É justamente aquilo de que estou à procura. Hoje é o aniversário de meu pai e quero dar-lhe um quimono real.

— Bem, já que é aniversário dele, tenho prazer em oferecer-lhe a seda — disse o Senhor Palha.

A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.

— O senhor é muito generoso — disse sorrindo. — Por favor, aceite esta jóia em troca.

A carruagem afastou-se, deixando o Senhor Palha com uma jóia de inestimável valor refugindo à luz do sol.

“Muito bem”, pensou ele, “comecei com um fio de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Sinto-me contente.”

Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.

Mas a riqueza não o modificou. Oferecia sempre arroz aos que tinham fome e ajudava todos os que o procuravam. Diziam que a sua sorte tinha começado com um fio de palha, mas quem sabe se não terá sido com a sua generosidade?

William J. Bennett
O Livro das Virtudes II – O Compasso Moral
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tú és unicamente responsável por aquilo que cativas



***

E, atualmente, vivemos em um mundo louco e carente.Louco sim, pois o ser humano se encontra totalmente perdido, cada vez mais fora de si, não pensa sozinho, desconhece sua natureza e se perde em meio à sua ignorância e infelicidade, se desvencilha cada vez mais do seu real propósito: Evolução e a descoberta do ser.

Estamos carentes de dar e receber,  amor, carinho, respeito, sinceridade, educação, empatia e humanidade.

Para muitos que se perguntam " O que estou fazendo aqui?", é realmente um tormento; angustiante sermos deixados de lado, sentir-se um peixe fora d'água.

Não se encaixar nesta sociedade vil e hipócrita e mesmo assim, sua natureza não ser corrompida pela imundice mundana, mesmo em meio a negatividade, que cada vez mais se torna insuportável, pode se considerar uma vitória sua, um passo para o progresso.

Buscamos cada vez mais nos distanciar de tudo que nos afeta maleficamente, buscamos um caminho de luz e prosperidade,  partindo rumo ao conhecimento,  tentando encontrar pessoas que se assemelham à nós, que possam nos dar a oportunidade de sermos melhores, e que nos deixe cumprir nosso papel para com a sociedade.É muito difícil e lamentável ser uma pessoa extremamente sensível e ter sede por evolução. Fincados, obrigatoriamente na terra, tentam violar nosso mental, enlaçam nossas pernas com as correntes da ignorância, chicoteiam nossas faces com falsos moralismos e falsas pregações.

Me pergunto sempre por onde começar, mas eu não sei.

Quando dar o primeiro passo,  e me libertar e ser diferente dos demais, bom, diferente já sou.

O meu espírito anseia pela liberdade de ser, a melhor que eu possa ser, mas ao que parece, nada e nem ninguém,  é confiável. Porém devemos continuar nossa caminhada, na esperança de encontrar neste mundo, absurdamente grande, o nosso espaço e nos encaixarmos em toda esta diversidade.

Generealizamos tudo e todos, injustamente e infelizmente, por medo de que nosso jardim florido, que tanto cultivamos com muito esmero, seja destroçado pela frieza e crueldade desta sociedade intrometida e insensível. Nos desvencilhamos desta crueldade e entramos na solidão.

Não se necessita de alguém para ser feliz, mas não somos autosuficientes.

Estranho, mas o sentido da vida é sermos corajosos o suficientes para enfrentarmos o mundo lá fora, darmos nossa cara à tapa e preservamos nossos sentimentos, que por vezes são traidos de qualquer maneira, mas faz parte o sofrimento para o fortalecimento do espirito.

A estrada da vida é cheia de barrancos, pedras no caminho, espinhos por todos os lados, mas sempre haverá uma brisa fresca, quando estiver cansado, saiba buscar o frescor desta caminhada e no final, haverá uma bela fonte, pássaros cantarolando e o melhor de tudo, ninguém poderá tirar a sua vitória e nem conseguirá forças para destroçar a pessoa da qual você se tornou.

Abaixo algumas dicas interessantes para trabalhar o mental, que me esforço constantemente pra fazer.

Tem dias que a vida brinca, e te faz jogar tudo pro alto, mas vale para começarmos a mudar conceitos, limpando e energizando pensamento com boas dicas, e então, não perdermos, por culpa de nossas falhas e medos,  as futuras vitórias que a vida nos retornará, e nos dando um real sentido para viver neste planeta.

Muitos dos nossos preconceitos, manias e teimosias, são responsabilidades nossas, somos responsáveis por tudo que nos afeta, seja bom ou ruim, e é a partir daqui que daremos um novo rumo ao nosso destino.

Sempre tento ver o lado bom das coisas e das pessoas, sempre me decepcionando com elas, tento dormir em meio às lágrimas, tentando acreditar num dia melhor, com cheiro de terra fresca, orvalhos brilhando ao nascer do sol, fazendo nossa alma se ofuscar com tamanha beleza e leveza do cheiro das rosas brancas, em um belo amanhecer...

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1. FUJA DA NEGATIVIDADE:

*Não assista programas negativos de televisão, nem filmes violentos os quais nos deixam de estado alterado, ou com medo, com raiva, mas ou emotivamente ligados à estas histórias. 
*Evite pessoas negativas, não interaja com elas, deixa-as falando sozinha e só observe. 
*Não fale, não influencie. Isso é um ótimo treino para paciência e tolerância, como também para evitar a negatividade dessas pessoas. 


2. OCUPE A MENTE:

*Faça uma atividade física para fazer o organismo ficar mais forte. 
Pode ser qualquer coisa, caminhadas,  alongamentos, correr, natação, musculação ou artes marciais. Pode-se associar a isto tudo uma série de Alongamentos da Yoga, tai chi, chi kung ou qualquer outro exercício relaxante;
*Leia, busque conhecer, tenha a cabeça aberta para as diversidades, seja receptivo às novas informações e saiba pesá-las sem preconceito ou ignorância. 
*Faça coisas que goste de fazer, pinte, borde, desenhe, escreva, qualquer coisa positiva eque te ffaça feliz!


"Ninguém pode voltar e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
CHICO XAVIER  

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