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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lendas de Yansã


Um certo rei, tinha uma filha chamada Ala. Ele queria casá-la com um príncipe poderoso. No entanto, a princesa já tinha um amante e do amante ela esperava um filho. 
Sabedor do fato, o rei resolveu matá-la. Numa barca, levou a princesa até o meio do rio, do rio onde vivia Oxum. Jogou a princesa no meio do rio, a casa de Oxum. O rei tinha um papagaio que o acompanhava sempre. O papagaio tudo presenciou.
Tempos depois, alguns pescadores viram uma caixa boiando no rio. Foram ver de perto e dentro tinha uma criança Assustaram-se com o que viram. Temerosos, abandonaram o seu achado  na margem do rio. Pelo mesmo lugar passou outra embarcação e seus ocupantes foram atraídos pelo choro da criança. Os viajantes acabaram recolhendo a criança e a levaram a presença do rei.
O rei ficou feliz com o presente e resolveu apresentar a criança  ao povo como sendo filha sua. Ele sentia falta da filha que afogara, sentia-se sozinho.
deu uma festa para apresentar a nova filha que adotara. Quando todos estavam reunidos o papagaio contou-lhes acerca  de todo o sucedido. Disse que a menina havia nascido na casa de Oxum. Portanto, deveriam devolvê-la ao rio. O rei então se deu conta de que a menina era sua neta e devolveu-a ao rio onde nascera.
A criança cresceu protegida por Oxum.Esta menina era Yansã.




sábado, 22 de março de 2014

Lendas dos Orixás - Oxum Opará e Yansã Onirá




Ypondá e Opará disputavam o mesmo amor. 
Em um determinado dia, Ypondá deu-se conta de que os olhos de Opará brilhavam muito quando avistava Erinlé, o Odé preferido de Ypondá. Ypondá muito faceira e perigosa, andava sempre armada com seu par de fisgas (espécie de arpão), chamou Opará até próximo a ela e pediu que se ajoelhasse. Opará sem entender cumpriu o que a Osun mais velha solicitou, nesta fase Opará era uma espécie de dama de companhia de Ypondá. Opará muito jovem e bela sempre afoita e guerreira, ficava sempre sentada aos pés de Ypondá. Ao abaixar-se, Ypondá fisgou-lhe as duas vistas e arrancou fora tornando-se então, Opará a Osun cega. (Por isso, dentro de seu Igbá põe-se um par de olhos). Onirá, revoltada com tal situação, tenta comprar a briga de Opará, lançando raios contra Ypondá, e queimando os pés de minha senhora. Ypondá por sua vez muitíssimo inteligente mira o abebé dela contra os raios de Oyá e a cega também.
Desde então, Opará e Oyá guiam-se uma a outra, fazem companhia, são inseparáveis.
A esta Oyá damos o nome de Onirá, que é uma Oya Olodo (ou seja, das águas), e também, existem dois caminhos de Opará:
Opará Hubjebé, a que vem com Oyá
Opará Akurálonà, a que vem com Ogun.
"


quarta-feira, 12 de março de 2014

Lenda de Yansã

 
Ogum pronto, numa caçada, para abater um imponente búfalo, percebe que de repente a pele do animal se abre de dentro sai a bela Yansã. 
Linda, ricamente vestida e cheia de ornamentos que valorizavam sua beleza e sensualidade. 
Ela dobrou a pele do búfalo e o escondeu num formigueiro, dirigindo-se para a cidade. 
Ogum a seguiu e completamente dominado pela sua beleza, propôs-lhe casamento, o que não foi aceito. Ele então, voltou e pegou a pele no esconderijo e a guardou para si, voltando para a cidade. 
Quando Yansã, descobriu o roubo da pele, voltou a cidade e encontrando Ogum a sua espera, acusou-o, exigiu o que era seu e Ogum nada, fingia-se de tonto, não admitindo nada. 
Yansã percebeu que teria de render-se e aceitar as propostas de Ogum, se quisesse seus pertences de volta.
Mas impôs-lhe três condições:
- Ninguém nunca poderia dizer-lhe diretamente que era um animal;
- Ninguém nunca poderia usar cascas de dendê para fazer fogo;
- Ninguém nunca poderia rodar um pilão pelo chão da casa.

Ogum aceitou as condições e se casaram.
Isso porém desagradou as demais mulheres de Ogum que passaram a sentir ciúmes da bela Yansã. Ousadamente, após o seu nono filho, e ainda sendo a preferida de Ogum, as demais mulheres resolveram tomar uma atitude.
Embriagaram Ogum com vinho de palma, e conseguiram que ele lhes contasse o segredo de Yansã.

Elas então acusaram-na de ser um animal e até lhes disseram onde estava sua pele, chifres e cascos. 
Yansã fingiu que não era com ela, mas quando sozinha, correu até o lugar indicado e achou seus pertences. Vestiu-os e eles se ajustaram perfeitamente, retomou a força do animal e com raiva atacou as outras mulheres e as matou. 
Ela pretendia voltar para a floresta, mas seus filhos a chamavam de volta. Então pegou seus chifres e os deu a eles, dizendo-lhes que se algum dia dela precisassem, que os tocasse e ela surgiria para defendê-los.

sábado, 1 de março de 2014

Lenda Yansã de Ygbalé




Yansã estava cansada de se ver submissa ao domínio dos orixás masculinos, que eram detentores do poder. Então saiu pelo mundo visitando o reino de cada orixá-homem, com a intenção de ter esses poderes também para si.

Ganhou nas matas o domínio do Ofá e, Oxóssi lhe ensinou a se disfarçar de Búfalo, ganhando a sua pele e seus chifres;

Na Forja aprendeu com Ogum a brandar a espada e a lutar exíminiamente;
Com Xangô, sua parte masculina, aprendeu a manipular o fogo e a controlar os relâmpagos; Com Oxaguiã aprendeu a arte do pilão e assim por diante.
Andou o mundo até chegar no reino de Omulú. Lá tentou de tudo, mas o Orixá não se rendia a seus encantos. Se vendo sem alternativas, Yansã dançou no vento pelos sete cantos do mundo em homenagem ao senhor da terra, que sequer se comoveu com o ato ousado da yabá.

Omulú já era bem velho, e conhecia o comportamento intempestivo de Yansã, mas se surpreendeu quando percebeu que ela, sem mais artifícios, prostou-se de joelhos no chão e pediu Agô. Pediu humildemente que Omulú lhe desse alguma sabedoria, e o velho vendo que finalmente ela havia entendido o que ele queria passar, lhe entregou o domínio do cemitério e a responsabilidade das almas que lá se encontram.

Com seu Eruexim, instrumento sagrado feito com rabo de cavalo e cobre ou seu ramo de Mariwó, folha do dendezeiro, conduz os espíritos desencarnados para o Orúm (Céu). Assim como não permite que os Eguns, espíritos, perturbem os vivos.

Ganhou o nome de Yansã de Ygbalé (Senhora dos mortos).

Essa qualidade de Yansã, diferentemente das outras, se veste totalmente de branco (como sinal de luto pelas almas desencarnadas que comanda).