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sábado, 29 de março de 2014

Orixás de Umbanda/Candomblé - \Sobre/

Olorum/Olodumarè

 
O Senhor do Universo, da criação, da sabedoria. Senhor de tudo e de todos, o dono dos mistérios da vida e da morte. A bondade, a perseverança, a fé, a humildade, a caridade, o amor.



Oxalá/Osalá

  
Trono Masculino da Fé
Sincretismo: Jesus
Cor: Branco
Símbolo: Estrela de 5 pontas, a Cruz
Pontos da Natureza: Praias desertas, colinas descampadas, campos, montanhas, etc…
Flores: Lírios brancos e todas as flores que sejam dessa cor
Elemento: Ar
Saudação: Exêe, Epa Babá

 

Oyá

Trono Feminino da Fé
 Sincretismo: Santa Clara
Cor: Fumê, prateado, azul-escuro e preto e branco
Símbolo: Aspiral
Pontos da Natureza: Campo aberto no tempo
Flores: Flores do campo
Elemento: Ar
Saudação: Olha o tempo, minha mãe!


Oxósse/Osósse


Trono Masculino do Conhecimento
Sincretismo: São Gerônimo
Cor: Verde
Símbolo: Arco e flecha, penas
Pontos da Natureza: Matas
Flores: Plantas, ervas, flores
Elemento: Ar, vegetal
Saudação: Okê Arò



Obá

Trono Feminino do Conhecimento
Sincretismo: Joana D'arc
Cor: Magenta, vermelho e branco
Símbolo:  Espada, arco e flecha e escudo de cobre
Pontos da Natureza: A pororoca, rios de águas revoltas, beira da mata
Flores: rosas brancas, flores do campo, amor perfeito, rosas e palmas vermelhas
Elemento: Fogo
Saudação: Akirôo Obá Yê



Oxum/Osún


Trono Feminino do Amor
Sincretismo: Nossa Senhora Da Aparecida
Cor: Azul- Escuro, Rosa e Amarelo
Símbolo: Coração, cachoeira e abebé (espelho)
Pontos da Natureza: Cachoeira e rios
Flores: Lírio, rosa amarela.
Elemento: Água

Saudação: Ora yêyê ô
 
 
Oxumaré/Osúmarè

Trono Masculino do Amor
 Sincretismo: São Bartolomeu
Cor: as 7 cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul claro, índigo e violeta
Símbolo: Serpente, Arco-Íris.
Pontos da Natureza: cachoeiras ou rios com correntezas fortes
Flores: Flor do campo coloridas, hortência

Elemento: Água
Saudação: Arrobobô

 

 Xangô/Sangò
 

 Trono Masculino da Justiça
Sincretismo: São Jerônimo
Cor: Marrom, branco e vermelho
Símbolo: Machado
Pontos da Natureza: Pedreira
Flores: Cravos Vermelhos e brancos
Elemento: Fogo
Saudação: Kawô Kabeciele




Egunitá

Trono Feminino da Justiça
Sincretismo: Santa Sara Kali
Cor: Laranja
Símbolo: Espada, raio
Pontos da Natureza: Campo aberto, pedreira
Flores: Flores do campo laranjas, lírios laranjas
Elemento: Fogo
Saudação: Kali Yê!



Yansã

Trono Feminino da Lei
 Sincretismo: Santa Bárbara
Cor: Amarelo e vermelho
Símbolo: Raio, chifre de búfalo, adaga de cobre, Espada
Pontos da Natureza: Pedreiras e caminhos
Flores: Palmas amarelas, vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, tulipas
Elemento: Ar
Saudação: Eparrey!

 

 

Ogum

Trono Masculino da Lei
Sincretismo: São Jorge
Cor: Vermelho, azul, prata
Símbolo: Espada e escudo
Pontos da Natureza: Caminhos, campos, estradas
Flores: Cravo vermelho
Elemento: Ar
Saudação: Ogum Yê, Patacori Ogum!

 


Yemanjá/Yemonjá

 Trono Feminino da Geração e da Vida
Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes
Cor: Azul celeste, cristal, branco
Símbolo: Lua, ondas, peixes
Pontos da Natureza: Mar
Flores: Flores brancas,
Elemento: Água
Saudação: Odo iyá, Óh doce Yabá

 


Omulu

Trono Masculino da Geração
 Sincretismo: São Roque
Cor: Roxo, o branco, o preto e o vermelho juntos e o branco e o preto
Símbolo: O cruzeiro do cemitério, a foice, a terra; as pipocas; a palha da costa.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, porta dos cemitérios, pântanos.
Flores: Crisântemos

Elemento: Terra
Saudação: Atotô



Nanã Burukù/Nanã Burukê

Trono Feminino da Evolução
 Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Cor: Lilás
Símbolo: Chuva
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas

Elemento: Água
Saudação: Saluba Nanã

 

Obaluayê/Obaluayè


Trono Masculino da Evolução
 Sincretismo: São Lázaro
Cor: Preto e branco
Símbolo:  O cruzeiro, a cruz e a palha da costa.
Pontos da Natureza: O cemitério (a calunga pequena) e o mar (a calunga grande)
Flores: Crisântemos (de cor branca e ou lilás), violetas, flores do campo e margaridas
Elemento: Terra
Saudação: Atôtô (Significa “Silêncio, Respeito”)


segunda-feira, 17 de março de 2014

Lendas de Ogun - O segredo do ferro



Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.
Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossain, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido.
Do mesmo modo que Ossain, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogun, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão.
Ogun respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra.
Por muito tempo os Orixás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogun aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro.
E Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua ança de ferro. Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador.
Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada.
Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ogun se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. Então Ogun banhou-se, vestiu-se com folhas de dendezeiro desfiadas (mariô), pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu.
 Os humanos que receberam de Ogun o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogun. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogun. 
Ogun é o senhor do ferro para sempre e torna-se o rei de Irê.